Blog · 26/07/2026
Os mitos mais comuns sobre a saúde do coração e a circulação
A saúde do coração e da circulação é um tema sobre o qual toda a gente tem uma opinião, desde a avó que jura pelo alho até ao influencer que promete uma "desintoxicação das artérias" numa semana. O problema é que, entre tantos conselhos, é difícil distinguir o que é realmente sustentado por evidências do que é apenas um boato repetido.
Este artigo analisa alguns dos mitos mais difundidos sobre a saúde cardiovascular e a circulação, e explica o que dizem realmente os especialistas — sem promessas milagrosas, mas com orientações práticas que pode aplicar já hoje.
Mito: "Os problemas de coração afetam apenas pessoas mais velhas"
Este é talvez o mito mais difundido. Os fatores de risco — tensão arterial elevada, vida sedentária, tabagismo, stress crónico — não surgem de repente numa determinada idade. Acumulam-se ao longo dos anos, muitas vezes desde a adolescência. Cada vez mais especialistas assinalam que os primeiros sinais de um cuidado cardiovascular negligenciado já se observam em pessoas com menos de 30 anos, sobretudo devido a trabalho sedentário e alimentação rica em produtos processados.
A conclusão: quanto mais cedo se adotarem hábitos saudáveis, maior é o benefício a longo prazo. Cuidar do coração não é um tema "para depois dos 50", mas sim uma escolha diária.
Mito: "Todas as gorduras prejudicam o coração"
As gorduras têm há muito má reputação, mas a realidade é mais matizada. As gorduras saturadas e trans provenientes de alimentos muito processados merecem, de facto, atenção em quantidades elevadas, mas as gorduras monoinsaturadas — presentes, por exemplo, no azeite — associam-se tradicionalmente ao padrão da dieta mediterrânica, conhecido pela sua relação favorável com o bem-estar circulatório.
É precisamente por isso que ingredientes vegetais como o extrato de folha de oliveira são utilizados tradicionalmente no cuidado do bem-estar circulatório. Quem quiser incorporar este tipo de ingredientes na sua rotina diária, junto com vitaminas do complexo B, pode conhecer o Cardiolis, um complexo em cápsulas pensado como parte de um estilo de vida saudável, não como substituto deste.
Mito: "Se não tenho sintomas, o meu coração está saudável"
A ausência de sintomas costuma enganar. A tensão arterial elevada, por exemplo, é conhecida como o "assassino silencioso" precisamente porque raramente provoca sensações percetíveis antes de atingir níveis importantes. O mesmo se aplica ao colesterol: não se "sente", mede-se.
- As consultas médicas regulares são a única forma fiável de acompanhar estes indicadores.
- Um aparelho de tensão arterial doméstico é um investimento económico a partir dos 35 anos.
- Os antecedentes familiares são um fator que vale a pena discutir com o seu médico, mesmo sentindo-se em plena forma.
Mito: "Os suplementos podem substituir uma alimentação saudável"
Nenhum suplemento alimentar funciona isolado do estilo de vida. Os suplementos são exatamente isso: um complemento a uma dieta equilibrada, não um substituto dela. Se a base da alimentação for fast food e bebidas açucaradas, nenhuma cápsula compensará a falta de fruta, vegetais e cereais integrais.
A abordagem realista é considerar os suplementos como parte de uma rotina mais ampla — juntamente com movimento, sono e gestão do stress — e não como uma solução isolada.
Passos práticos para o dia a dia
Em vez de procurar soluções rápidas, vale a pena concentrar-se em hábitos sustentáveis:
- Pelo menos 7-8 horas de sono de qualidade por noite.
- 30 minutos de atividade física moderada na maioria dos dias da semana — não é preciso um treino intenso, caminhar a bom ritmo é suficiente.
- Limitar o açúcar adicionado e os alimentos muito processados.
- Técnicas de gestão do stress: respiração consciente, caminhadas ao ar livre ou até uma breve pausa sem ecrãs.
- Consultas médicas regulares, independentemente da idade e da sensação subjetiva de boa saúde.
Os mitos sobre a saúde do coração surgem normalmente do desejo de encontrar respostas simples para uma questão complexa. A verdade é menos espetacular, mas mais útil: constância em pequenos hábitos, em vez de procurar uma única solução milagrosa.